Me dá um abraço

12/10/2017

A história inspiradora de Nick Vujicic, que já rendeu mais de 5 livros, ganhou sua versão na literatura infantil com o título "Me dá um abraço".

O David, esse carinha sapeca aí da foto, assim que viu a capa do livro no meu computador, em meio às pesquisas para o blog, foi logo se adiantando: "Mãe, eu quero! O de criança e o de adulto também!" Ele sabe que pra ganhar livros não precisa de ocasião especial e hoje, com sete anos, já escolhe os que quer ler. Tem sempre um livro guardado na mochila da escola, junto com meia dúzia de cartinhas Pokémon, carrinhos hot wheels e bolinhas "perereca" que por mais que eu tire de lá acabam sempre voltando misteriosamente para os compartimentos secretos da bolsa.

Engraçado como a foto do Nick, sem os braços e sem as pernas, já chamava a atenção dele muito antes de a Rebecca nascer. Quando entrávamos numa livraria, ele, ainda pequenininho, apontava impressionado para a foto na capa dos seus livros, que estavam sempre em destaque nas prateleiras da sessão de autoajuda... Eu que não sou muito afeita a essa linha motivacional da literatura, passava rápido com ele e explicava superficialmente que o rapaz da foto, apesar da deficiência, conseguia fazer muitas coisas legais que muita gente com braços e pernas perfeitos não consegue, como surfar e andar de skate. Hoje, com a Rebecca em nossas vidas, livros como os do Nick ganharam um significado muito mais profundo. Não os livros de autoajuda, mas livros que abordam questões inclusivas, como os dele; livros que destacam não a deficiência em si, mas a pessoa com deficiência e suas potencialidades.

Enfim, chegaram via correios os dois livros que encomendamos pela internet e ele abraçou, literalmente, os livros, como se estivesse recebendo nos braços dois amigos queridos.

E antes que alguém pense: "Coitada dessa criança.... aposto como ele preferia ler uns gibis ou a coleção do "Diário de um Zumbi do Minecraft" e essa mãe aí, forçando a barra pro moleque parecer engajado com temas sobre inclusão..."

Então... Na verdade, a criança lê de tudo! Ele tem desde gibis da Turma da Mônica Jovem até edições antigas, de colecionadores, do Homem Aranha em quadrinhos. Começou a ler o tal Minecraft zumbi há um tempo, mas ele mesmo achou a história boba. Ainda assim, devorou os 11 volumes de "O diário de um banana" em poucos meses e, nesse exato momento, está na metade do clássico de Miguel de Cervantes, "Dom Quixote".

Os livros do Nick Vujicic e o "Extraordinário" de R.J.  Palácio, do qual já falamos em outro post, são os primeiros títulos especificamente ligados a inclusão que nós adquirimos. São os primeiros de uma lista grande de livros sobre o tema que queremos que estejam espalhados pela casa junto com um monte de outros títulos que nada tenham  a ver com esse tema. Se o David lerá todos? Só se ele quiser e se interessar. Mas ficamos sim felizes com a iniciativa que ele teve de conhecer a história do Nick. Crianças precisam ter livros `a disposição, livros de todos os gêneros da Literatura infantil. Inclusive os "Diários de zumbi minecfrats" da vida! Mas por que não abrir espaço em nossas estantes, para livros que tenham potencial para transmitir valores, leituras que ajudem na formação do caráter das crianças e que invistam em seu crescimento como indivíduos? A Rebecca também anda lendo vários livrinhos bacanas aqui no hospital... já tem uma mini biblioteca no quarto... mas isso fica para o próximo post!

Fica então a dica One of a kind para o mês das crianças... Um abraço e um livro.

                           ME DÁ UM ABRAÇO

Uma pequena amostra para quem se interessar.. Lembrando que o Nick não me conhece nem sabe que eu existo e não está me pagando nem um cent pela propaganda:

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